As histórias dos Khapis: O suprimento de água e as mudanças climáticas

Quando o mundo discute a ameaça iminente das alterações climáticas, temos de escutar as histórias e os povos que já estão submetidos a estas mudanças.

A geleira ameaçada da Montanha Illimani – crucial para o abastecimento de água das cidades gêmeas La Paz/El Alto, as maiores da Bolívia, e fonte de vida para a pequena comunidade indígena de Khapi – está lentamente desaparecendo.

As histórias que o povo de Khapi têm para contar ilustram como a mudança climática é vista hoje e nos mostra uma forma antiga de respeito à terra – aquele que apresenta uma alternativa ao modelo de desenvolvimento moderno e insustentável.

O vídeo é produzido pela The Democracy Center

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Veja também “Please help the world”, o filme da cerimônia de abertura da  Conferência sobre Mudanças Climáticas 2009 das Nações Unidas (COP15) em Copenhague, produzido pelo Ministério de Relações Exteriores da Dinamarca e exibido em 7 de Dezembro de 2009 na COP15.

Chuveiro economiza água cada vez que você se banhar

Concept shower designed to cut water consumption

Quando a conservação da água é uma demanda, diminuir o uso do chuveiro pode ser uma solução benéfica. Por outro lado, não há escassez de conceitos e chuveiros ecológicos para permitir que você desfrute de um banho quente depois de um cansativo dia de trabalho, enquanto economizam água e energia, ao mesmo tempo.

O designer industrial Alemina Vranas da University of New South Wales propôs um sistema de ducha economizadora de água que pode transformar a sua experiência de tomar banho em um oásis de conforto.

Eden Mist

Denominado de Eden Mist, o chuveiro conceito utiliza a tecnologia aeradora existente – água quente e  vapor trabalham conjuntamente – para revitalizar você enquanto reduz o uso da água em até 66 por cento. Eden Mist é projetado para economizar água, deixando que o usuário desfrute do desempenho do seu fluxo pleno.

Eden Mist

A função vapor reduz o consumo de água ainda mais, consumindo apenas 1 litro por minuto, em comparação aos chuveiros convencionais que utilizam até 12 litros de água por minuto. Eden Mist é projetado para ser fabricado a partir de chapa de aço inoxidável, que promete durabilidade e um belo apelo estético.

Eden Mist

Via [ecofriend]

Torneira põe rédeas no desperdício de água

Concept faucet reduces water wastage.

Com bilhões de pessoas no planeta esforçando-se arduamente por alguns litros de água potável, torna-se ainda mais importante para nós, os privilegiados, tentarmos economizar cada gota. Embora haja muitos que gostem de descongelar alimentos sob uma torneira, designers industriais estão usando suas habilidades para fazer o desperdício de água uma coisa do passado.

Twist Tap

O designer industrial Harvey Bewley trouxe uma torneira-conceito chamada Twist TAP, que faz você esforçar-se por cada gota de água. O aerador da torneira exige que você gire o manípulo para aumentar o fluxo de água. Isto persuade o usuário a utilizar somente o que for necessário.

The faucet also features a digital display

A torneira também possui um display digital que permite que você veja quanta água está sendo “extraída”, dando uma indicação de como ela pode ser usada.

Via [ecofriend, YankoDesign]

Aquífero Guarani

O aquífero Guarani é um importante corpo hídrico subterrâneo transfronteiriço situado nos territórios da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Nos espaços entre os grãos minerais dos arenitos está armazenado um enorme volume de águas, que em geral apresenta boa qualidade. A água é extraída por meio de poços distribuídos pelo território do aquífero. O principal uso do Guarani é o abastecimento urbano, especialmente nas proximidades das zonas de recarga. Também apresenta águas quentes nas zonas confinadas profundas, que são utilizadas para principalmente para o uso recreativo.

A informação geral do Aquífero Guarani está disponível através de documentos técnicos, mapas e instrumentos didáticos acessíveis ao público no site do Projeto do Sistema Aquífero Guarani.

Veja abaixo o documentário (en español) que explica como se formou e como funciona o aquífero Guarani e conheça as instituições internacionais que se ocupam da gestão do mesmo.

Acuifero Guarani – Parte 1 de 2

 

Acuifero Guarani – Parte 2 de 2

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Aquífero Guarani – Campanha referente ao Dia Mundial da Água

Clique aqui e conheça o Projeto Sistema Aquífero Guarani.

10 duchas ecológicas

Todos nós adoramos tomar um longo e refrescante  banho de chuveiro para começar o dia ou mesmo ao fim de uma longa e cansativa jornada. Ao mesmo tempo que uma ducha é uma ótima opção para refrescar-se, ela consome muita água. Assim, temos agora os chuveiros pró-ecológicos que realmente podem refrescar você enquanto economizam muita água.

Eco Shower Solaria 
Solar Fizz Portable Garden Shower Smart Shower 
Solaria Pensar Indulgence Shower 
The Fog Shower Solar Beach Shower
SunShower
SunShower
Eco Drop Shower

Clique aqui para acessar o post original (em inglês) do ecofriend e  ser apresentado a estes 10 chuveiros economizadores de água.

Via [ecofriend]

Reabilitação de redes de distribuição de água para abastecimento público: avaliação e controle

Autor: Roberto Abranches
Fonte: Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza, Dissertação (Mestrado em Tecnologia Ambientais), São Paulo, 2009.

Resumo

Nos últimos anos o envelhecimento das tubulações de distribuição de água nos sistemas de abastecimento vem sendo alvo de estudo para adoção de programas específicos de reabilitação. O presente trabalho consiste numa proposta de desenvolvimento e aplicação de um modelo operacional para reabilitação de redes de distribuição de água para abastecimento público contemplando as fases de planejamento, aplicação de materiais e métodos, e formas de avaliação e controle.

O principal objetivo é o de promover uma discussão técnica com a perspectiva futura de se fazer com maior e melhor eficiência a reabilitação dos sistemas de distribuição de água no que tange à recuperação das tubulações de ferro fundido, sobretudo nos grandes centros urbanos. Tomando como referência alguns trabalhos de reabilitação de redes de distribuição de água em empresas de saneamento do país e do exterior, a presente dissertação discorre a respeito dos problemas e soluções relacionados a esse tema, em particular, à reabilitação das tubulações de ferro fundido, que devido à formação de incrustações agravada pelo processo de corrosão, e conseqüente redução do tempo de vida útil, causa impacto adverso relacionado à qualidade da água distribuída, alterando seu aspecto, sabor e odor; e também às perdas reais de água (vazamentos) conferindo um alto consumo de energia ao sistema.

As técnicas de reabilitação de redes usualmente empregadas, por hipótese, cumprem a função de restabelecer o abastecimento de áreas críticas chegando a resultados satisfatórios. No entanto, há situações, comprovadas por meio de avaliações de amostras de tubos retirados da rede de distribuição, que se mostra evidente a necessidade de um melhor acompanhamento, propondo-se como melhoria a revisão de normas e procedimentos, evidenciando a necessidade de um monitoramento contínuo por meio de uma fiscalização eficiente, e avaliações periódicas de amostras de tubos durante e após os serviços. Após a realização dos serviços de reabilitação, houve uma melhora quanto à qualidade da água, um aumento das pressões dinâmicas nas redes de distribuição, e também um aumento das vazões disponíveis para consumo em áreas de medição e controle pré-definidas.

Baixe aqui a dissertação completa.

Avaliação das metodologias de dimensionamento de hidrômetros

Para ligações em condomínios residenciais verticais com mais de sete economias na cidade de Londrina

Autores: Adaberto Carraro, Antonio Gil Fernandes Gameiro, Vanderlei Gaspar, Aguinaldo Bergamo Martins e Acir Pedro Crivelari
Fonte: Sanare – Revista Técnica da Sanepar. V.23 N.23 janeiro a dezembro de 2005.

Resumo

A implantação de um sistema de gestão da micromedição, especialmente para grandes clientes, além de incrementar a receita da empresa, também contribui de forma significativa para a redução de perdas aparentes, decorrentes de falhas de cadastro, erros de medição de hidrômetros, entre outros.

A definição do melhor hidrômetro a ser instalado no ramal predial de determinado cliente atualmente é baseada nas normas técnicas da ABNT – NBR NM 212/1999 e NBR14005/1997, norma ISO 4064, literaturas, artigos técnicos e catálogos de produtos, mas estes critérios estão defasados e não atendem plenamente ao objetivo, devido às peculiaridades locais de consumo, pressão entre outros.

As ações de controle e de redução de perdas aparentes pela micromedição, representam um forte apelo, interno e externo às empresas de saneamento, visando alcançar a gestão eficiente do setor de abastecimento de água, não comprometendo as finanças da empresa, postergando investimentos na ampliação dos sistemas de água pelo estímulo ao uso racional.

Porém, por mais interessante que seja a idéia, ela não se sustenta, uma vez que os recursos financeiros necessários para a adequação do parque de hidrômetros implantado são vultosos e ainda persiste a idéia de retorno rápido do investimento.

Introdução

O sistema distribuidor de água tratada da cidade de Londrina apresentou perdas no mês de janeiro de 2005 superiores a 41,0%. Desse volume perdido e não contabilizado, considerase que 40,5% sejam perdas aparentes, atribuídas a erros de dimensionamento, instalação inadequada e perdas de rendimento por envelhecimento do parque de medidores. Também contribuem para isto os erros de leitura por falha humana, fraudes, ligações clandestinas, deficiências de cadastro, gestão comercial e outros, o que equivale a 17,48% do total produzido.

Visando desenvolver uma metodologia para mensurar o consumo mais próximo do real, foi estabelecido o PCP (Perfil de Consumo Potencial) do Grande Cliente residencial de Londrina, que embora represente apenas 0,52% das ligações totais, é responsável por cerca de 12,5% do consumo micromedido. Sendo assim, efetuou-se a análise de consumo da ligação de diferentes maneiras.

ROCHA e BARRETO (1999), YOSHIDA et al (2003) e SABESP/IPT (2000) e a NBR 7229 (ABNT-1982) apresentam diferentes métodos empíricos para determinação de consumos por habitante ou por habitação. O que se observa na prática é que a realidade das companhias de saneamento generaliza o uso de tabelas de perfis de consumo, não levando em consideração a heterogeneidade e sazonalidade do número de habitantes das ligações de água, características socioeconômicas e valores culturais, criando a necessidade da utilização de um método personalizado na determinação do conhecimento do PCP da ligação.

Para ligações novas, o dimensionamento do hidrômetro, é efetuado através de normas internas da Sanepar:

  • ECA – Estimativa de Consumo de Água: norma Sanepar IA/OPE/126-01,
  • PIHS – Projeto de Instalações Hidro-Sanitárias: Norma Sanepar PF/OPE/024-02,
  • FSE – Folha de Situação Estatística: Norma Sanepar IA/OPE/125-01
  • A determinação do PCP é de responsabilidade do projetista, construtor ou do proprietário da edificação, que deve seguir a norma NBR 5626 (Instalação Predial de Água Fria), para o dimensionamento hidráulico do edifício. O item 5.2.5.1 desta norma estabelece que: “a concessionária deve fornecer ao projetista o valor estimado do consumo de água por pessoa e por dia, em função do tipo de uso do edifício”, portanto é de responsabilidade da Sanepar fornecer os dados de consumo que serão utilizados para a definição do hidrômetro a ser instalado nas ligações prediais de água.

De acordo com o antigo Manual de Procedimentos e com o atual Sistema Normativo da Sanepar, conforme a ECA (Norma de Estimativa de Consumo de Água), IA/OPE/126-01, o consumo de água é estimado de acordo com a área do apartamento, onde em momento algum faz-se referência de se tratar da área útil ou da
área total do imóvel, simplesmente o consumo é atribuído de acordo com a tabela 1.

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Avaliando-se o histórico de estimativas de consumos e dimensionamento de hidrômetros constatou-se que estes podem estar super ou subdimensionados, acarretando um erro já no início do uso da ligação, pois a estimativa de consumo para determinar o PIHS é feita simplesmente pela área dos apartamentos.

De posse do PIHS, o hidrômetro é dimensionado de acordo com a faixa de consumo estimado mensal, conforme é ilustrado na tabela 2.

Após a definição do perfil de consumo da ligação, a Sanepar analisa o PIHS, aprovando os itens de interesse da empresa. Normalmente os hidrômetros estão superdimensionados, conforme se quer demonstrar.

Baixe aqui o artigo completo.

Trata Brasil: A Falta que o Saneamento Faz

O Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/IBRE/FGV) em parceria com o Instituto Trata Brasil, divulgaram na terça-feira, 24/11/2009 a pesquisa “A Falta que o Saneamento Faz: Impactos Sociais”, incluindo novos dados sobre a cobertura de esgoto nas residências e nas escolas e seus efeitos sobre saúde da população dos maiores municípios do País, das periferias metropolitanas e das capitais dos 27 Estados, com destaque ao Rio Olímpico e cidades sede dos jogos da Copa de 2014.

Nesta quinta etapa da pesquisa contratada pelo Instituto Trata Brasil, o Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas estende e consolida dados e análises gerados durante as quatro fases dos estudos anteriores, com “zoom” nas capitais e nas regiões metropolitanas. Esta abertura local de informações atuais permitirá observação das causas e conseqüências da falta de saneamento em nível mais próximo do cidadão comum, permitindo responsabilizar a respectiva esfera municipal, como a Lei do Saneamento determina.

A análise das grandes metrópoles em núcleo e periferia possibilitará contrastar lugares de diferentes níveis de renda e de possibilidades de coordenação institucional que partilham de externalidades comuns associadas à falta dos serviços de esgoto. O estudo oferecerá um ranking detalhado da taxa de cobertura de esgoto nas escolas e domicílios das diferentes localidades brasileiras com base nos microdados inéditos dos últimos Censo Escolar e da PNAD. A pesquisa inova ao captar a nível das capitais e principais municípios a cobertura de saneamento básico, suas causas e conseqüências.


Trata Brasil: A Falta que o Saneamento Faz / Coordenação Marcelo Côrtes Neri. – Rio de Janeiro: FGV/IBRE, CPS, 2009.

Introdução

O Brasil é signatário das metas do Milênio da ONU que comprometem o país com a queda no déficit de saneamento básico à metade no período 1990 a 2015. A mesma ONU anunciou 2008 como o Ano Internacional do Saneamento Básico. O Brasil está cumprindo a meta? 2008 foi mesmo o ano do saneamento? O PAC anunciado em 2007 já impacta a oferta de esgoto no país? Aonde o saneamento empacou? O salto de saneamento dado no Rio Olímpico em 2007 se repete em 2008, ou voltamos à estagnação anterior? Quais são as surpresas das cidades sedes da Copa de 2014? Quais foram os determinantes das mudanças observadas na oferta de saneamento básico? Atualizamos também alguns efeitos da falta de esgoto recentes. Por exemplo, quais os impactos na mortalidade na infância e na gravidez? E no presente e o futuro daqueles sem saneamento? Respondemos estas perguntas com dados e análises inéditas sobre a evolução da cobertura de esgoto nas casas e nas escolas brasileiras, suas causas e algumas de suas consequências na saúde e vida dos brasileiros.

Depois de detalharmos os impactos sociais do saneamento, nesta nova pesquisa traçamos um mapeamento das causas do saneamento usando dados dos últimos do Censo Demográfico e da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB). O estudo oferece ainda um ranking detalhado da taxa de cobertura de esgoto nas escolas e domicílios das diferentes localidades brasileiras com base nos microdados inéditos dos últimos Censo Escolar e da PNAD. A pesquisa inova ao captar a nível das capitais e principais municípios a cobertura de saneamento básico, suas causas e conseqüências. Está disponível no site um amplo banco de dados com informações interativas onde você pode ler as implicações da falta da chamada agenda verde e marrom (números 1 e 2) na sua vida.

Sítio de Pesquisa

O sítio da pesquisa http://www.fgv.br/cps/tratabrasil5/ disponibiliza bancos de dados interativos que permitem a cada um analisar os níveis e as mudanças de acesso a coleta de esgoto a partir dos dados mais recentes disponíveis. Inclui um amplo conjunto de informações a respeito do acesso domiciliar e nas escolas, que são o centro desta pesquisa.

Via [Trata Brasil]

Perda de medição devido ao posicionamento inclinado de hidrômetros

Autores: Justino Brunelli Júnior e Mayko Monteiro Farias
Fonte: Safe Water 2006, Rio de Janeiro – Brazil, October/2006.

Resumo

Um dos objetivos principais que deve nortear o trabalho de toda empresa de saneamento básico é: distribuir água com qualidade, quantidade e eficiência para todos que dela necessitam.

Diante do atual panorama mundial de progressiva escassez dos recursos hídricos potáveis e estando as questões ambientais movendo e sensibilizando cada vez mais setores da sociedade, as perdas de água que ocorrem nas etapas que precedem o consumo humano preocupam cada vez mais gestores, estudiosos e profissionais atuantes na área.

Uma gestão eficiente que promova a minimização do volume de água perdido na produção, reservação, distribuição e medição da água consumida é essencial para o sucesso de qualquer empresa, pois promove de maneira efetiva a redução de custos operacionais importantes como o de energia elétrica e produtos químicos, além de possibilitar maior eficácia no atendimento à demanda no consumo de água sem que para isso necessite aumentar o volume de água retirado de lagos, rios e outras fontes de captação na natureza.

A redução dos custos faz com que a empresa atinja um melhor nível de desempenho, pois se torna mais eficiente e lucrativa e possibilita aumento nos investimentos podendo com isso, levar água potável de forma satisfatória para um maior número de pessoas.

Dentre os diversos tipos de perdas que um sistema de abastecimento de água pode apresentar, o trabalho expõe uma avaliação sobre um tipo comum de perda não visível: a perda de medição de água devido ao posicionamento inclinado de hidrômetros.

Na abordagem, o estudo avalia em laboratório condições comuns em campo onde o hidrômetro é instalado de maneira inclinada, sem que tenha sido projetado para operar sob tal condição, contrariando a forma recomendada tecnicamente e fazendo com que ocorram perdas significativas nos volumes registrados na medição ocasionando prejuízos

INTRODUÇÃO

A essencialidade da água como elemento fundamental para a vida do nosso planeta, tem sido objeto de preocupação, estudos e pesquisas pelo meio técnico e científico no mundo todo. As questões relacionadas ao uso racional da água e otimização no gerenciamento desse recurso estão a cada dia despertando um maior interesse não apenas de entidades governamentais, mas também de pessoas comuns que tem consciência da importância desse bem para a humanidade.

De acordo com dados do International Hydrological Programme (UNESCO, 1999), o volume total de água no planeta é calculado em torno de 1 bilhão e 400 milhões de quilômetros cúbicos. Porém, 97,5% dessa água é salgada e está basicamente nos mares e oceanos. A água doce, que só representa 2,5% do total, está em sua maior parte nas calotas polares e a água disponível em lagos, rios e lençóis subterrâneos pouco profundos, de fácil acesso e renovável, representa apenas 0,3% da água doce disponível.

Por se tratar de um bem de importância grandiosa e de uso nobre, toda água retirada da natureza para abastecimento humano deve ser explorada com a máxima eficiência e as perdas nos processos que precedem o consumo devem ser as mínimas possíveis. Índices elevados de perdas fazem com que seja necessário aumentar os volumes de água retirado das captações e provoca redução nos investimentos que poderiam fazer com que mais pessoas tivessem acesso à água potável.

Baixe aqui o trabalho completo.

Redução de perdas por submedição com a utilização de hidrômetros de alta performance

Autor: Justino Brunelli Júnior
Fonte: I Encontro das Águas, Campo Grande – MS, maio/2009.

Resumo

As perdas de faturamento nos serviços de abastecimento de água, que no Brasil estão na ordem de 40% (SNIS, 2004), são potencializadas pelas ligações sem medidor, fraude, falta de atualização do cadastro comercial e medidores com a vida útil ultrapassada, mal dimensionados e instalados de maneira incorreta. Uma gestão efetiva sobre o parque de hidrômetros e utilização de critérios de dimensionamento é indispensável para o bom desempenho das empresas de saneamento básico.

Com o aumento da dificuldade de acesso a água com potencial de potabilização e também por exigências ambientais, contratuais ou sociais, as empresas que gerenciam serviços de saneamento têm buscado melhorar sua eficiência no controle dos processos para reduzir suas perdas. Dentre os tipos de perda de água definidos nas literaturas, uma em especial nos chama atenção e é o objeto do presente trabalho: a Perda por Submedição.

Este tipo de perda pertence ao grupo das Perdas Aparentes e está diretamente relacionado à dificuldade que os hidrômetros possuem para registrar com precisão satisfatória os volumes consumidos em vazões reduzidas. Estas vazões são altamente prejudiciais à apuração precisa do consumo de água e ocorrem, por exemplo, por defeito em componentes da instalação hidráulica dos imóveis, tais como: válvulas de caixas de descarga e torneiras e também pelo uso de reservatório domiciliar que, por serem dotados de válvula bóia e possuírem capacidade para armazenar grandes volumes, propiciam a incidência das baixas vazões.

Uma das saídas para combater a Perda por Submedição é a utilização de hidrômetros de alta performance. O presente trabalho apresenta resultados e discussões sobre um trabalho realizado na cidade de Campo Grande, MS.

Introdução

O sistema de abastecimento de água de Campo Grande, MS, possui atualmente aproximadamente 225.000 economias ativas de água, índice de micromedição igual a 100%, com 95% dos hidrômetros com menos de 05 anos.

A empresa que atualmente gerencia os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, Águas Guariroba, atua fortemente no combate as perdas e sabe que a utilização correta de bons hidrômetros é fundamental para o resultado final do empreendimento.

Dentro de um programa de gestão visando à redução das perdas de água, melhora de faturamento e aplicação eficiente dos recursos, a utilização de hidrômetros com melhor sensibilidade e precisão metrológica é essencial. Os medidores de alta performance, atualmente conhecidos como classe C, possuem maior sensibilidade em baixas vazões e com isso, registram com mais eficiência os volumes consumidos nesta condição. No entanto, são hidrômetros de custo superior aos convencionais e que requerem alguns cuidados em sua utilização.

Por meio do trabalho elaborado pela SABESP (PNCDA, 2004) na Região Metropolitana de São Paulo, foi possível identificar e quantificar as perdas reais e as aparentes, ficando clara a grande relevância das perdas comerciais no sistema, 54,8% do total das perdas, sendo que em sua composição, a maior parte foi causada por deficiências na micromedição (29%).

Sem a intenção de subestimar a importância e o cuidado que requerem todas as formas de perdas de água no saneamento básico, a perda por erros de medição nos hidrômetros ou perda por submedição, como é conhecida no meio técnico, é sem dúvida um dos tipos que deve ter o máximo de cuidado, tendo em vista que se trata de um tipo de perda invisível e, portanto relativamente difícil de ser percebida. Talvez por isso, este tipo de perda nos hidrômetros é vítima do descaso por parte de muitas das empresas de saneamento. Na grande maioria das vezes isso se deve a ausência de uma cultura gerencial que valorize a real importância do hidrômetro como instrumento de medição final dos serviços prestados ao consumidor e que, portanto, tem direta ação no faturamento das empresas de saneamento.

Baixe aqui o trabalho completo.